Ontem fui a um fúneral de um tio do meu marido e reparei em detalhes que precisava de ajuda para descodificar. A morte - A ausência - Os familiares - A hora da despedida - A realidade.

A quem que lhe praticamente deu os braços para aconchegar a sua morte, foi seu filho mais novo, eram 2 da manhã do dia 31 de Maio. No dia 1 de Junho, o estado dele à tarde, falava pouco, enquanto as irmãs dele e irmãos, que vieram todos da França, a noticía foi dolorosa, mas quando chegaram o impacto foi totalmente diferente. Antes da missa entraram na fase de ' ainda não acredito' ou não querem mesmo ver...

 

A morte sempre chega de supresa, até mesmo o indivíduo encontra-se em estado de saúde, mas, continua pela vida e, de outro lado, a familia, bem como os amigos, esperançosos por sua possível recuperação. Pode-se afirmar que a única certeza da vida é a morte, no entanto, a grande maioria dos homens a temem.

Devemos de entendê-la como a tradução em que o indivíduo recebe a notícia da morte, é o impacto; representa a inaceitabilidade do facto, a sua imcompreensão; e da consciência da aceitação.

 

 

“O pensamento da morte não corresponde à imagem da nossa própria morte: O problema da vida é passá-la o mais agradavelmente possível, visto que a morte não é nada para nós”. (MARANHÃO,1992:65/66).

 

 

É complicado, apesar de decisiva, a morte pode ser compreendida, sentida e chorada, de maneira sadia, eficaz, apreendendo do facto as melhores lições de vida e de amor das pessoas que fazem parte do mundo e do universo particular de cada um.

 

Esses pensamentos, ou melhor, os sentimentos determinados por esses pensamentos variam muito entre as diferentes pessoas, também variam muito entre diferentes momentos de uma mesma pessoa. Podem ser sentimentos confusos e dolorosos, serenos e plácidos, raivosos e rancorosos, racionais e lógicos, e assim por diante. 

Enfim, são sentimentos das mais variadas tonalidades.
Isso tudo pode significar que a morte, em si, pode representar algo totalmente diferente entre as diferentes pessoas, e totalmente diferente em diferentes épocas da vida de uma mesma pessoa. De qualquer forma, pensa-se na morte e, como não poderia deixar de ser, acompanha sentimentos dolorosos. Essa é uma dor psíquica, naturalmente movida por sentimentos de tristeza, de finitude, de medo, de abandono, de fragilidade e insegurança.

Durante a fase de enfrentamento da morte, o familiar, neste caso os filhos são estimulados a profundas reflexões sobre a própria vida; se lhe foi satisfatória sua trajetória de vida, se houve algum desenvolvimento emocional, se pode criar vínculos afetivos fortes e permanentes, se ele pode auxiliar a outros seres humanos. Orientado psicologicamente poderá ser possível que, apesar de doloroso, esse momento possa ter um importante e saudável balanço emocional.  

 

 

>Negação e isolamento  

___Defesas temporários do Ego contra a dor psíquica diante da morte.

>Raiva

___Junto com a raiva, também surgem sentimentos de revolta, inveja e ressentimento.  

>Acto da troca- 

___Havendo deixado de lado a Negação e o Isolamento, “percebendo” que a raiva também não resolveu, a pessoa entra no terceiro estágio; a barganha ou o acto da troca. A maioria dessas barganhas é feita com Deus e, normalmente, mantidas em segredo.  

>Depressão 

___Quando o paciente toma consciência de sua debilidade física, quando já não consegue negar suas condições de doente, quando as perspectivas da morte são claramente sentidas

>Aceitação

___Já não experimenta o desespero e nem nega sua realidade. Esse é um momento de repouso e serenidade

 

 

 

 

 

 

Tãnia Sousa C.

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por jhogoza às 16:10